Reportagens

Visões religiosas encerram o projeto 'A morte sem tabus', da Folha da Região


A chegada da morte é uma certeza universal para toda a humanidade. Embora este fato seja comum aos seres humanos, cada cultura tem sua maneira de lidar com o luto. É neste momento que as religiões influenciam seus seguidores a lidar com a perda de um ente querido, dos ritos fúnebres às possibilidades de como será o “amanhã”.

Para a última reportagem da série “A morte sem tabus”, a equipe da Folha da Região ouviu líderes e representantes religiosos que atuam na região de Araçatuba.

O objetivo foi explicar como cada denominação orienta seus fiéis sobre a morte. Em comum, as práticas buscam, por meio da fé e das tradições, levar esperança e conforto para aqueles que ficam.

Várias pesquisas científicas se debruçaram para entender como a formação religiosa do indivíduo também tem influência na maneira como ele encara a morte. Recentemente, um estudo apresentado na escola de enfermagem da USP (Universidade de São Paulo), assinada pelo enfermeiro Adriano Luiz da Costa Farinasso, buscou compreender os sentidos que as viúvas idosas tinham a respeito do luto, levando em conta a espiritualidade delas.

A respeito da vida após a morte, Farinasso disse que “o fato de as religiões fornecerem explicações para o que acontece após a morte facilita a superação da perda dos companheiros, pois dá um certo sentido para a vida e um sentimento de continuidade”. Muitas das entrevistadas nem frequentavam a igreja assiduamente, mas foi possível notar que o simples relacionamento com os “irmãos” de fé já lhes era benéfico e ajudava durante o processo.

PLURALIDADE
O último censo demográfico do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de 2010, mostra que a fé que predomina em Araçatuba ainda é majoritariamente católica, com 54% dos moradores seguindo esta religião. A pesquisa mostrou um avanço dos evangélicos, que atingiram a participação de 29% na população local.

Depois de católicos e evangélicos, os espíritas aparecem como maior contingente religioso no município, respondendo por 3% da população. Temos, ainda, seguidores do budismo (0,58%), da umbanda e candomblé (0,03%), do judaísmo (0,03%) e do islamismo (0,02%). O IBGE também descobriu que os ateus são 0,4% dos moradores.

Historicamente, algumas religiões apresentam pontos comuns entre si. Há grupos que, embora sigam crenças distintas, compartilham rituais semelhantes nos momentos de luto. Da mesma forma, alguns povos praticam costumes que podem parecer diferentes quando vistos por outras comunidades, mas que visam a busca da paz interior que, de uma forma ou de outra, todos almejam.

Nos links abaixo, o leitor encontrará diferentes visões sobre como algumas religiões - ou até a ausência delas - dão sentido e conforto na hora do “adeus” a um familiar, amigo ou conhecido. Para a maior parte das crenças, depois do luto, a vida só está começando.

- Após a morte, judeus esperam Messias para morada eterna em Israel
- Afastar-se de Deus também é morrer, acreditam evangélicos
- No espiritismo, busca pelo aprendizado marca reencarnação
- Católicos focalizam a vida como plenitude e não a morte, afirma frei
- No candomblé, Ikú leva pessoas que cumpriram jornada na Terra
- Para o budismo, ao morrer, energia fica no universo
- Recordação de quem morreu é a forma mais digna de consolo, diz ateu

O PROJETO
Iniciado em 9 de agosto de 2015 e encerrado em 18 de outubro do mesmo ano, o projeto "A Morte sem Tabus" contemplou conteúdos publicados, sempre aos domingos, em 11 edições do jornal impresso.

A morte sem tabus Designed by Templateism | MyBloggerLab Copyright © 2014

Tecnologia do Blogger.