Reportagens

No espiritismo, busca pelo aprendizado marca reencarnação

O médium Valdevino Vieira, do grupo “A Caminho do Mestre”

Uma passagem. É o que representa a morte para as pessoas que seguem o espiritismo como religião. Para elas, o corpo humano serve como um instrumento de trabalho durante a encarnação, período pelo qual um espírito permanece na Terra até desencarnar.

Esse processo objetiva a busca pela evolução, caracterizada pelo amor ao próximo, bondade e paz, distante de vibrações negativas. Líderes desta doutrina estimam que, para um espírito se tornar totalmente evoluído, é preciso passar por mais de 200 mil encarnações.

PASSAGEM
“É impossível aprender tudo em uma encarnação só. Por isso, reencarnamos. A morte é uma simples passagem de uma esfera para outra”, conta o fundador e um dos médiuns atuantes da Seara Espírita “A Caminho do Mestre”, Valdevino Augustinho Vieira. Ele, que também é conhecido como Nego-Tó, tem 74 anos e atua em Birigui. A unidade foi fundada há 15 anos na cidade.

Vieira mostra ambiente com pouca luz onde pessoas recebem atendimento espiritual 

De acordo com Vieira, justamente por tratar a morte como uma transição, o adepto do espiritismo sofre menos ao vivenciar a perda de um ente querido.

“Não tem ritual, não existe finado e nem luto”, explica o médium, referindo-se às cerimônias de despedida em relação à morte de uma pessoa espírita. Vieira disse que, geralmente, é realizada uma oração, presencial ou à distância, voltada ao espírito. O corpo que ficou pode ser enterrado ou cremado, respeitando a vontade da família.

TRATAMENTO
Depois da morte, o trabalho continua também no plano físico. “Nós atendemos eles (espíritos) por meio de comunicação, com a ajuda de um médium”, explica Vieira.

Ele acrescenta que, muitas vezes, o espírito não sabe o que ocorreu com ele ou não recorda da sua última encarnação. Esta consciência depende do grau de evolução de cada espírito.

Vieira ressalta que é feito trabalho em prol da evolução do espírito para que ele possa reencarnar novamente, com ajuda de médiuns e espíritos, pois muitos desencarnados precisam aprender a lidar com a sintonia e a saudade entre aqueles que deixaram vivos para poderem seguir em frente.

Vieira ressalta que é feito trabalho em prol da evolução
do espírito para que ele possa reencarnar novamente

Texto: Amanda Lino
Fotos: Paulo Gonçalves - 13/10/2015
Edição: Sérgio Teixeira

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