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Seguro de vida conquista pelo caráter social

"Quando a pessoa muda de classe econômica, ela percebe o que pode oferecer à família", afirma Camillo

Mesmo com o momento adverso da economia nacional, o mercado de seguros continua em expansão. De acordo com o presidente do Sincor-SP (Sindicato dos Corretores de Seguros de São Paulo), Alexandre Camillo, os contratos no País aumentaram 14% no primeiro semestre de 2015, quando comparado o mesmo período do ano anterior.

Camillo calcula que a ascensão econômica da população observada em anos anteriores permite esse crescimento. "Quando a pessoa muda de classe econômica, adquire valores de ordem pessoal e material, ela percebe o que pode oferecer à família. Isso a torna um consumidor potencial de seguros."

Para o empresário Marco Zampieri, proprietário da Rybel Corretora de Seguros, de Araçatuba, o seguro conquista uma parcela da população por ser um serviço social, já que atende a família que precisa se estabilizar quando o provedor sofre uma morte inesperada.

Seguros de vida contemplam a morte natural, a morte acidental ou os dois casos. O valor mensal do plano depende de uma equação baseada no capital a ser adquirido, risco (atividades realizadas pelo indivíduo), faixa etária e hábitos (se fuma, se bebe). Quanto maior o risco, mais caro.

Camillo exemplifica. "Uma pessoa da faixa etária dos 30 anos, que viva em condições normais e opte por cobertura de R$ 300 mil, pagaria aproximadamente R$ 100 por mês", disse.

ATENÇÃO
Zampieri alerta que muitas pessoas contratam seguros sem prestar atenção na cobertura. "Canso de ver pessoas que não sabem o que estão pagando, acham que o plano cobre morte natural e descobrem na pior hora que o seguro é válido só para morte acidental".

Camillo explica que, quando o seguro é contratado embutido em outras negociações, como operações financeiras de banco ou varejo, existe o risco de a contratação ser inadequada e de o direito não ser exercido pelos familiares. "Há casos em que a família não sabe qual a cobertura ou sequer que o provedor possuía um seguro e, ocorrendo a morte, não é avisada". Ele ressalta que, em todo caso, o mais importante é o cliente se informar sobre todos os detalhes antes da contratação.

Texto: Rafaela Tavares
Foto: Sincor-SP/Divulgação - 01/09/2015
Edição: Aline Galcino

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