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Infartado atendido em até 2 horas têm mais chance de recuperação, afirma médico


A pessoa que sofre infarto do miocárdio e é atendida em um hospital num período de até duas horas tem mais chance de se recuperar. A informação é do cardiologista Felipe Camelo Biagi, que atua em Araçatuba. Nesse tempo há possibilidade de os médicos conseguirem tratar a artéria entupida sem oferecer muito sofrimento ao músculo do coração. No entanto, quando o atendimento é feito em até dez horas após o infarto, o paciente pode ter que viver com um déficit cardíaco de até 80%.

"De certo modo, todos os pacientes que sofreram infarto são considerados de risco, ou seja, têm mais chances de ter de novo. O que vai fazer a diferença é a aderência aos medicamentos, o controle dos fatores de risco e a mudança dos hábitos de vida", explicou.

INTERRUPÇÃO
O infarto agudo do miocárdio, popularmente chamado de infarto ou ataque cardíaco, é a interrupção na passagem de sangue para o coração, o que causa a morte das células cardíacas. O melhor tratamento, conforme Biagi, é a angioplastia, intervenção cirúrgica destinada a reparar um vaso deformado, estreitado ou dilatado. "Quando tem infarto, tem que abrir a artéria, seja com um remédio, chamado fibrinolítico ou a angioplastia. Esse último não é todo hospital que faz", comentou.

Biagi informou que a dor no peito é o sintoma típico de um infarto, que pode ser irradiada pelos braços, costas, mandíbula ou pescoço. Geralmente, é acompanhada de sudorese fria, vômitos e palidez. Nesses casos, o conselho é procurar um hospital rapidamente para que, por meio do eletrocardiograma, possa ser detectar a atividade do músculo do coração. "No entanto, há grupos, como as mulheres, idosos e diabéticos, que têm sintomas atípicos, que são falta de ar, dor no estômago e tontura. Muitas vezes essas situações não são valorizadas e podem estar dentro de um quadro de infarto."

FATORES
Dentre os principais fatores de risco de um infarto estão a hipertensão arterial, diabetes, colesterol ruim, tabagismo, sedentarismo, obesidade e antecedente familiar.

Segundo o cardiologista, uma pessoa que infarta aos 55 anos não teve o problema iniciado aos 54. "Quando a gente controla cedo, com hábitos saudáveis, é difícil ter placas de gordura no coração. É claro que o fator genético não dá para modificar", salientou o médico. Para se prevenir de um infarto, o conselho é manter um acompanhamento rigoroso para controlar os fatores de risco, como uma dieta balanceada, com alimentos naturais, frutas, verduras; prática de atividade física, uma caminhada de 30 minutos todos os dias já é o suficiente, e visita ao médico.

Texto: Monique Bueno
Infográfico: Fabrício Santos
Edição: Aline Galcino

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